😌 Terceiro lugar
Melhor do que se sentir em casa
Você já se sentiu tão confortável em um lugar ao ponto de conhecer os funcionários, eles conhecerem você, saber o cardápio de A a Z e sempre sentar no mesmo espaço?
Existe o conceito de terceiro lugar, que é um espaço físico capaz de proporcionar experiências sociais. O nome é dado pela casa ser o primeiro lugar, como uma representação de um santuário de privacidade, e o trabalho ser considerado o segundo lugar, com um ambiente mais formal e comunitário. O terceiro lugar consegue ser a junção perfeita de ter sua própria identidade com a sua tribo/comunidade.
Cafés, restaurantes, livrarias, shoppings, bibliotecas e principalmente parques podem ser o terceiro lugar de muita gente. Algumas características em comum nesses lugares: espaço comunitário, longe da casa e do trabalho, inclusivo e acessível, acolhedor e lúdico e com foco nas interações sociais.
Enquanto os outros espaços são acessíveis, como os parques podem fazer isso, visto que em quase todos cobram pela entrada?
O Parque da Mônica realizou o “Intergeração”, um programa dedicado para a terceira idade que incluía café da manhã e atividades antes da abertura do parque. A utilização era apenas do espaço, sem uso das atrações, mas que já causa uma percepção muito positiva da marca.
A Roda Rico oferece, uma vez por mês, aulas gratuitas de bike spinning na área do térreo. Sem inscrições antecipadas e sem taxas: é só chegar e aproveitar o exercício. Isso ajuda a tornar a atração o terceiro lugar de muita gente.
Outros exemplos de terceiro lugar que não necessariamente são parques:
Starbucks com tomadas pelo espaço, internet gratuita e chamamento pelo nome quando o pedido está pronto. O senso de comunidade esteve muito em alta na década passada onde todo mundo tirava foto com a escrita do nome no copo.
IKEA: mesmo sem ter loja no Brasil, a rede de itens para o lar tem ambientes totalmente decorados e um restaurante com uma almôndega inconfundível. Ter opções de alimentação fez com quem as pessoas permanecessem mais tempo na loja.
Apple Store com o conceito de “praça pública moderna” convida os clientes e futuros clientes para workshops, aulas e etc. É uma permissão para que o maior número de pessoas experimente a marca
O ponto de atenção para o terceiro lugar é que o mundo está cada vez mais integrado para as novas gerações, o que faz com que nem sempre exista uma distinção clara entre os ambientes domésticos e profissionais. Para se destacar como esse ambiente de refúgio, as marcas e espaços precisam se esforçar em criar experiência distintas, relevantes e que sejam marcantes.
Para ocupar esse espaço, a relação precisa ser construída e não apenas transacional (você paga, eu ofereço o produto/serviço e a conversa para por aí). Nos parques, há um público muito específico que pode considerar como terceiro lugar, mas que ainda há uma grande gama de oportunidades: quem tem passaporte anual. Já são pessoas que visitam com uma frequência, possuem um carinho pelo lugar e acabam criando uma comunidade própria com quem tem os mesmos gostos.
O Hopi Hari criou nos últimos meses o Anuali Day com a finalidade de reforçar os benefícios e promover encontros com esse grupo. É uma forma de dizer: vocês são sempre bem-vindos aqui!
Qual é o seu terceiro lugar? Ele é próximo ou longe da sua casa? É o lugar ou as pessoas lá que te encantam? O que o seu parque/empresa faz para se tornar esse mesmo espaço para as demais pessoas? Vale um estudo que comece por quem nós somos, o que gostamos e como podemos replicar.
Referência: Marketing 6.0: The Future is Immersive | Philip Kotler






